Sobre o filme Horas Decisivas

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Horas Decisivas, confesso, não é um daqueles filmes que de cara me chama a atenção, mas que mesmo assim passa uma mensagem muito interessante sobre comportamento e atitudes, a qual foge da grande parte das produções exibidas atualmente.

 Baseado em uma história real, o filme retrata uma tempestade que atingiu o leste dos Estados Unidos em 1952, levando o navio-tanque SS Pendleton a partir-se em dois, deixando uns 30 marinheiros a bordo de uma das partes. A história segue focando os dois protagonistas: O engenheiro Ray Sybert e o capitão da guarda costeira Bernie Webber.

É perceptível durante o filme ver como Sybert se dá bem com as máquinas, o que diverge da sociabilidade dele com a maioria dos outros marinheiros. Entretanto, cabe ao engenheiro superar esse probleminha e aprender a dirigir os seus companheiros, usando suas habilidades para manter todos vivos a espera de um improvável resgate pelo maior tempo possível.

Já Bernie é um homem frustado devido a um resgate mal sucedido no passado. Hesitante, desconfiado e até inseguro, acaba ficando na sua responsabilidade a missão de salvar os marinheiros sobreviventes do SS Pendleton. O capitão então enfrenta seu trauma, além de inúmeras palavras de duvida, para resgatar aqueles homens.

É interessante ver como, mesmo sem sequer saber da existência um do outro ou terem o mínimo traço parecido de personalidade (a não ser, claro, a falta de habilidade de saber se expressar), Sybert e Bernie trabalham quase em sincronia para que o maior número de vidas sejam salvas.

O final é totalmente esperado, não há surpresas ao vermos o salvamento enfim acontecendo. Talvez o enredo nem tenha sido feito para surpreender em seus últimos minutos, mas sim focar no que foi necessário ser realizado para que esses últimos minutos acontecessem.

Ambos protagonistas superam suas dificuldades interiores e exteriores ao focarem na missão. Se esqueceram do que achavam deles, ou no que iriam falar posteriormente. Só havia um objetivo ali: salvar!

Acredito que todos temos um pouquinho de Sybert e Bernie dentro de nós (sinto-me propenso a dizer que tenho um pouquinho a mais). Carregamos medos, traumas, complexos, enfim. Isso é natural. Só não podemos permitir que isso tudo nos impeça de alcançar nosso objetivo!

Segue abaixo o trailer do fime:

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